terça-feira, 19 de julho de 2011

Estágios da Concentração Meditativa
 

Existem nove níveis de concentração meditativa. Os primeiros são os quatro dhyanas, que são concentrações no reino da forma. Os cinco níveis seguintes pertencem à dimensão sem forma. Quando praticamos o primeiro dhyana, ainda estamos pensando. 
Nos outros oito níveis, o pensar dá lugar a outras energias. A concentração na dimensão sem forma também é praticada por outras tradições, mas fora do buddhismo sua finalidade geralmente é a de escapar do sofrimento e a de não atingir a liberação, que surge quando o sofrimento é compreendido. 
Quando você usa concentração para fugir de si mesmo ou de sua situação, está praticando a concentração errônea. Às vezes, precisamos escapar de nossos problemas para termos um pouco de alívio mas, mais cedo ou mais tarde, será preciso retornar e enfrentar aquilo que evitamos. A concentração mundana procura a fuga. A concentração supramundana busca a verdadeira libertação.

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Praticar o samadhi é viver com profundidade cada momento que nos é dado. Samadhi significa concentração. Para podermos nos concentrar, temos de estar conscientes, totalmente presentes e conscientes do que acontece. A atenção plena gera a concentração. Quando estamos profundamente concentrados, isso significa que estamos absorvidos no momento. Nos tornamos o momento presente. 
É por isso que o samadhi às vezes é traduzido como "absorção". A atenção plena correta e a concentração correta nos elevam acima dos reinos dos prazeres dos sentidos e dos desejos, tornando-nos mais leves e mais felizes. Nosso mundo já não é tão grosseiro e pesado — o reino dos desejos —, mas é o reino da materialidade sutil, ou o reino da forma.

No reino da forma, existem quatro níveis de dhyana. Através desses quatro níveis, a atenção plena, a concentração, a alegria, a felicidade, a paz e a equanimidade continuam a crescer. Depois do quarto dhyana, o praticante penetra em uma experiência mais profunda de concentração — os quatro dhyanas sem forma — em que é possível enxergar a realidade com maior profundidade. 
Aqui, o desejo sensual e a materialidade revelam sua natureza ilusória e deixam de ser obstáculos. A pessoa começa finalmente a enxergar a natureza impermanente, impessoal e interdependente do mundo fenomênico. A terra, a água, o ar, o fogo, o espaço, o tempo, o nada, e as percepções, são todos interdependentes, necessitam uns dos outros para existir. Nada pode existir por si mesmo, independente do resto.

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O objeto do quinto nível de concentração é o espaço ilimitado. Quando começamos a praticar este tipo de concentração, tudo parece ser espaço. Mas à medida que aprofundamos a prática, vemos que o espaço na verdade é composto de elementos "não-espaço", como terra, água, ar, fogo e consciência, e só existe neles. Considerando-se que o espaço é apenas um entre os seis elementos que compõem todas as coisas materiais, concluímos que ele não tem existência independente. De acordo com os ensinamentos de Buddha, nada tem existência separada. Portanto, o espaço é tudo o que é interdependente, sendo totalmente dependente dos outros cinco elementos.

O objeto do sexto nível de concentração é a consciência ilimitada. Inicialmente, vemos apenas consciência em tudo, mas aos poucos começamos a perceber que a consciência também é terra, água, ar, fogo e espaço. Tudo o que é verdadeiro em relação ao espaço também é verdadeiro em relação à consciência.

O objeto do sétimo nível de concentração é o nada. Com a percepção normal, vemos flores, frutas, bules e mesas, e achamos que eles existem independentemente uns dos outros. Mas quando observamos essa realidade mais profundamente, vemos que a fruta está dentro da flor, e que a flor, a nuvem e a terra estão dentro da fruta. Ao ultrapassarmos as aparências externas ou sinais, chegamos à "ausência de sinais". Primeiro pensamos que os membros de nossas família são separados uns dos outros. Você é como é porque eu sou como sou. Percebemos a conexão íntima que existe entre as pessoas, e passamos a funcionar além dos sinais. Antigamente chegávamos que o universo fosse povoado por milhões de entidades separadas. Agora entendemos a total "irrealidade dos sinais".

O oitavo nível de concentração é um nível onde não há nem percepção nem ausência de percepção. Reconhecemos que tudo é produzido por nossas percepções, que são, ao menos parcialmente, incorretas. Assim, entendemos que não devemos acreditar inteiramente em nossa forma anterior de ver o mundo, e buscamos um contato mais direto com a realidade. Certamente, não podemos nos impedir de perceber, mas agora pelo menos já sabemos que a "percepção" significada a percepção de um sinal. uma vez que já não mais acreditamos na realidade dos sinais, nossa percepção se transforma em sabedoria. Ultrapassamos os sinais (não-percepção), mas não nos transformamos em seres desprovidos de percepção (sem não-percepção).

O nono nível de concentração chama-se cessação. Cessação, neste sentido, significa a cessação da ignorância contida em nossas sensações e percepções, e não a cessação das sensações e percepções em si. É aqui neste nível de concentração que emerge o insight, ou verdadeira compreensão.

Fonte: Thich Nhat Hanh. O coração dos ensinamentos do Buda - transformar aflições em paz, alegria e libertação: as quatro nobres verdades, o nobre caminho óctuplo e outros ensinamentos budistas básicos. Broadway Books: New York, 1999.
    

terça-feira, 5 de julho de 2011

Ative sua sabedoria e liberte a sua luz interna
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Use o poder de sua sabedoria para influenciar na aquisição de bons acontecimentos para a sua vida. Saiba como falar e agir. Mantenha sempre a calma e saiba o que você realmente quer transmitir. Nunca faça nada levado pelo impulso do momento, mas faça sabendo o que e o porquê de estar fazendo. Toda a resposta para as suas perguntas, mais profundas, não se encontra fora, mas dentro de você, é só uma questão de estar atento a si mesmo. Medite de forma a conquistar sua quietude, capte sua sabedoria interior.
Afinal, você vem de várias vidas e guarda um grande conhecimento que está só esperando que seja acessado, por você, no momento certo e, esse momento, só você sabe. Desperte. Questione-se mais, procurando saber o que você precisa nesse momento, para dar seguimento à sua caminhada. 
Crie uma estratégia de ação para o que você deseja realizar, sempre lembrando de que tudo o que você fizer deve ser por princípios mais elevados. Permita que o seu guerreiro interno assuma o comando, levando-o à harmonia. Deixe sua luz brilhar iluminando a sua vida e a vida dos demais. 
Você é a expressão de um ser de altíssima dimensão, manifestado na terceira dimensão, com o propósito de vencer a si mesmo alcançando outro nível vibracional, mais elevado e ajudando aos que caminham juntamente a encontrar essa forma de caminhar rumo a dimensões mais altas. 
Quando identificar o seu propósito e unir-se totalmente a ele, abrirá o caminho para que forças naturais o apóiem. Seja receptivo e receba bem todas as pessoas e coisas que alimentem e dêem poder a seu propósito
Em suas meditações imagine um imenso foco de luz cósmica e banhe-se nessa luz, respire-a e absorva o máximo que puder, mas lembre-se de liberar essa luz universalizando-a e iluminando tudo e a todos para que não haja nenhum lugar, por menor que seja, na escuridão.
  
 

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Transcender a mente.

Esse é um ponto chave: A Mente.
Tudo o que lhe ocorre foi criado primeiro pela mente. A sua mente é co-criadora, então ela cria o que você deseja. Se você criar uma ilusão ela o ajudará a expandi-la, se você criar um ambiente árido, ela trará todas as possibilidades para a ampliação disso e se você cria uma vida de harmonia ela o ajudará a atrair todas as possibilidades para intensificar isso. E você se torna aquilo que você tem na mente. Através da mente você poderá criar para você um “céu”, um “inferno”, a escolha é sua. Então fique atento durante sua vigilia e meditação e principalmente ao que você mantém no pensamento, pois isso você se tornará. Procure ampliar mais a sua visão de mundo. Veja sempre além do que está a sua frente. Uma situação não é exatamente como aparenta ser, pense nisso, e ouse ultrapassar todos os limites de possibilidades de visão, e a sua mente o acompanhará. Transcender a mente significa ultrapassar os próprios limites mentais.